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Sobre os requisitos para ser uma pessoa normal

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Você é normal? Como você pode afirmar isso? E se houvesse uma lista detalhada de requisitos, você gostaria de atender todos eles? Esse é o ponto de partida do divertido e reflexivo filme espanhol Requisitos para ser uma pessoa normal, escrito, dirigido e protagonizado por Letícia Dolera, que interpreta Maria, uma jovem de 30 anos que deseja se tornar uma pessoa normal seguindo uma pequena lista.

O filme lançado em 2015 (só o assisti agora! Obrigado Netflix!) cai como uma luva para o Carnaval. Afinal de contas, esse feriado brasileiro tem a característica de ser um divisor de águas entre a lista de resoluções de ano novo e os reais novos hábitos. Começar uma dieta, academia, ler um livro e mudar algumas atitudes nas suas relações pessoais no calor da virada de ano é uma coisa. Outra é ver toda essa transformação perdurar após quatro ou cinco dias pulando num baile à fantasia ou da cama para o sofá, assistindo maratonas de séries.

No filme, Maria está numa entrevista de emprego quando é questionada sobre que tipo de pessoa é. A resposta sai quase que automática: Uma pessoa normal. Em seguida, para explicar seu conceito de “normal” ela lista os requisitos: ter um trabalho, casa, parceiro, vida social, hobbies, vida familiar e ser feliz. O problema é que ela mesma não atende nenhum desses requisitos.

A protagonista decide então começa uma jornada em busca de atender a todos os itens, contando com a ajuda de Borja, interpretado por Manuel Burque. É fascinante perceber como o filme consegue retratar bem a realidade de algumas pessoas que, movidas por livros, palestras e frases de autoajuda, estabelecem metas sem saber ao certo como alcançá-las e quais os resultados realmente desejam.

Cuidando para não dar nenhum spoiler aqui, posso dizer apenas que não demora muito para que Maria perceba que sua lista não é tão confiável assim, e que talvez ser uma pessoa normal não seja necessariamente necessário (rs, a redundância foi de propósito). Aceitar qualquer proposta de trabalho só para dizer que está trabalhando, qualquer pessoa só para mostrar que não está só, ou fazer coisas que não lhe agradam para poder parecer ter uma “vida social incrível” acaba colocando um importante item da lista a perder: ser feliz.

Numa época em que as pessoas parecem desesperadas por trazer para suas vidas a produtividade que se busca numa linha de produção industrial, repensar nossos “requisitos” a partir da perspectiva da qualidade pode mudar significativamente nossas listas de metas. E talvez fazer com que nos importemos mais em nos tornar pessoas plenas, muito mais do que “normais”.

E você, é normal? Como anda sua lista de requisitos e metas? Que tal começar a dar mais atenção aos significados do que à quantidade de conquistas?

 

Rafael Giuliano,
buscando ser o mais humano possível, sem requisitos, apenas significados!

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Agora, se você quer continuar esse diálogo, escreva-me para compartilharmos outras ideias e reflexões sobre experiências extraordinárias!

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