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Dica 4 :: Como incentivar o espírito de equipe?

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É fácil compreender porque o espírito de equipe figura no topo da lista de competências nas mais diversas organizações. Afinal, sem um grupo que saiba colaborar, trabalhar junto de maneira efetiva, elementos como o clima organizacional, produtividade e qualidade podem ser diretamente prejudicados. Mas sempre surge a pergunta: o que fazer para que se estimule cooperação?

Existem várias alternativas de intervenção e diferentes formas de incentivo. Mas é preciso tomar o cuidado para implementar ações que façam sentido para as pessoas e que estejam alinhadas aos valores culturais do colaborador e da própria organização. Campanhas meramente informativas que dizem às pessoas que elas “precisam ter mais espírito de equipe” soam muito mais como uma cobrança do que um estímulo, pois comunicar a obrigatoriedade de algo apenas reforça o condicionamento de um comportamento, ao invés de inspirar uma atitude.

Quero compartilhar duas situações reais com as quais tive contato recentemente. Na primeira um gestor trouxe a reclamação de que o programa de melhoria contínua da empresa havia sido prejudicado por um processo de gamificação. Depois de implementada a proposta do jogo, com seus objetivos, regras e as formas de premiação, ele percebeu que os colaboradores passaram a competir entre si, ocultando informações com receio de que alguém pudesse “roubar a ideia e ganhar sozinho com ela”, gerando mais problemas do que soluções, especialmente em virtude de algumas demandas emergenciais não resolvidas.

A segunda situação envolve uma empresa de alimentos onde a gerente compartilhou que após a criação das Listas de Tarefas, com o detalhamento das responsabilidades de cada profissional em sua área ou departamento, a produtividade e a qualidade das entregas caiu e se percebeu um distanciamento entre os membros do grupo. O relacionamento pessoal não chegou a ser afetado, mantiveram-se as conversas amigáveis, porém, “as pessoas não se ajudaram mais”, segundo a responsável por um dos setores.

Apesar de serem duas situações distintas, ocorridas em empresas com modelos de negócio e perfis dos colaboradores bem diferentes, há um elemento em comum: nos dois casos, a maneira como as ações foram criadas e comunicadas despertou a concorrência individual, fazendo com que as pessoas, tanto no jogo quanto em relação à lista de tarefas, passassem a se preocupar apenas com o próprio resultado, sem se importar ou dar atenção ao desempenho da operação ou da organização.

É importante dizer, especialmente em relação às propostas de gamificação, que estas são iniciativas que podem sim servir ao propósito de estimular o trabalho em equipe. Entretanto, é imprescindível que os envolvidos tenham claro o objetivo de colaborar (trabalhar junto) por algum propósito comum. Num jogo, por exemplo, pode-se criar uma meta compartilhada, ou mesmo um indicador mensure a cooperação como mais um ponto de avaliação. O reconhecimento meritocrático pode continuar valendo, apenas acrescentando novas dimensões de avaliação.

Na delegação de atividades, da mesma maneira como no jogo, uma tarefa individual precisa estar conectada às tarefas de outras pessoas para atender um macro-indicador, que podemos chamar de resultado estratégico. Dessa maneira as pessoas compreenderam que o cumprimento da “minha parte” não é suficiente para atingir o resultado desejado pela organização e desafia à equipe.

Essas regras precisam estar claras na comunicação da ação ou na campanha de incentivo. É preciso lembrar ainda que o engajamento requer gerar perspectivas de futuro, tanto o que a organização tem a ganhar quanto os próprios colaboradores, além de um constante exercício de reconhecimento, portanto será preciso criar um canal ou dinâmica que permita se dar feedbacks contínuos aos participantes.

A comunicação se torna mais assertiva e propositiva quando se apresenta a maneira como o trabalho em equipe será avaliado e valorizado. Uma campanha de incentivo e engajamento precisa estimular a colaboração, de maneira que cada colaborador possa acompanhar e incentivar os colegas para o atingimento das mentas, gerando autonomia e ainda mais trabalho em equipe.

E você, como estimula a cooperação na sua organização? Descubra novas maneiras de inspirar o espírito de equipe, sem precisar desgastar a relação com cobranças.

 

Rafael Giuliano,
acreditando que toda boa ideia merece ser bem planejada de maneira a fazer sentido para as pessoas e criar conexões com os valores da organização.

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