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A comunicação e o Clima Organizacional

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Já faz algum tempo que percebo, escrevo e comento a respeito da crescente demanda por intervenções, capacitações e campanhas pela melhoria na comunicação dentro das organizações. E grande parte dessa demanda é evidenciada graças às pesquisas de Clima Organizacional.

O mais fascinante é que, na maioria das vezes, ao se analisar as respostas da pesquisa surgem críticas relacionadas à “ausência de comunicação” ou sobre a comunicação ser pouco “transparente e efetiva”. De maneira geral, sempre é apontada a falta, mas poucas vezes discutimos a comunicação que de fato existe. E acredite, o clima de uma organização se constitui pela forma e conteúdo da comunicação que existe, mais do que pela ausência de um modelo idealizado. E esse é o ponto que eu desejo esclarecer.

Precisamos, antes de mais nada, reconhecer que nós e as relações que estabelecemos com os outros se refletem na forma e conteúdo de nossa comunicação. Portanto, o clima de nosso ambiente de trabalho, assim como o familiar e social, se refletem naquilo que compartilhamos, afinal como já disse Gil Giardelli: “você é o que você compartilha”. E esse é o ponto de partida para repensarmos a comunicação: estamos compartilhando, portanto comunicando, o tempo todo.

Acontece que muita gente não percebe o que está compartilhando e o impacto disso sobre seus colegas ou mesmo uma equipe inteira de liderados. A comunicação do líder, por exemplo, pode direcionar vários aspectos do comportamento de um grupo de trabalho.

Lembro da ocasião em que fui convidado para mediar a integração de uma equipe e, por sugestão da gerente de RH, acompanhei um happy hour do grupo para conhecer melhor os profissionais. Eles chegaram quase todos juntos no restaurante e não pareceu haver nenhuma dificuldade de interação. Logo já estavam reunidos em pequenos grupos, conversando de maneira acalorada. Cheguei perto de onde estava o gestor para ouvir sua história e fiquei surpreso. O conteúdo parecia uma sequência de notícias tristes e previsões apocalípticas do mercado. Algumas pessoas deixavam aquela roda e se juntavam a outras, replicando as histórias. Em menos de uma hora o clima mudou e aos poucos todos foram embora com caras desanimadas. De “happy hour” aquilo havia se tornado um unhappy hour.

Essa situação e cenário são cada dia mais comuns. Perspectivas pessimistas encontram imaginações férteis que geram notícias incompletas, ou mesmo falsas, amplamente difundidas pelas chamadas “rádios-peão”, gerando desinformação e um sentimento de  insatisfação generalizada. Sem falar que a ausência de perspectivas positivas de futuro corrói o engajamento de qualquer equipe de trabalho, assim como um casamento, um grupo de amigos ou comunidade.

Agora, quando reconhecemos que o clima é influenciado pela forma e conteúdo da comunicação, tanto dos gestores quanto da própria organização, surge o desafio de empoderar os líderes para que assumam seu papel de comunicadores e embaixadores cultura da marca. Da mesma maneira como precisamos ressignificar a comunicação interna, indo muito além da mensagem unilateral, em murais ou meios digitais, estabelecendo um verdadeiro diálogo.

Para isso é imprescindível aplicar quatro princípios para uma comunicação interna apreciativa:

  • o óbvio não existe! Portanto, compartilhe tanto o O QUÊ quanto o PORQUÊ, reforçando o propósito de cada mensagem
  • gere reconhecimento, de maneira que as pessoas possam contribuir com a forma e conteúdo da comunicação
  • promova perspectivas de futuro que engajem os colaboradores com a missão ou proposta de valor da organização
  • lembre de que toda atitude é uma forma de comunicação, portanto os exemplos dados pela organização valem mais do que mil palavras

Enquanto a organização estabelece esses princípios na sua forma de disseminar sua cultura, cabe ao gestor assumir também três compromissos como líder comunicador:

  • buscar exercitar a escuta compreensiva, para ouvir além daquilo que está sendo dito
  • estabelecer diálogos construtivos, escolhendo suas palavras pelo propósito, não apenas pelo significado
  • valorizar cada conquista de maneira a reconhecer as pessoas por suas contribuições

Todas essas são dicas simples, e por isso mesmo desafiantes!

E você, se reconhece como um líder comunicador? E sua organização transmite bons exemplos? Essas são perguntas que todos nós precisamos fazer, afinal de contas também somos responsáveis pelo clima que nos rodeia.

 

Rafael Giuliano,
buscando criar um clima de valorização, decidiu que veio ao mundo para provocar sorrisos, de dentro para fora!

Quer saber mais!? Acesse a apresentação digital que explica as fases do processo de construção da aprendizagem.

 

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