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Livro II – Primavera Capítulo I – O Museu

post-estacoes-consciencia-escultura-degas-bailarinaLivro II – Primavera :: Capítulo I – O Museu

A sala começou a ser iluminada por raios de Sol ainda tímidos, passando pelas frestas da cortina, abertas pelo balanço do ar frio da manhã de sábado. Consultou o relógio, lembrando do compromisso que não havia aceito, mas também não tinha se negado. Levantou, foi até a cozinha e preparou uma xícara de café. Foi até a sacada, abriu as cortinas e sentiu o vento frio que vinha do jardim. Naquela manhã não havia o balé de carros, nem mães ou pais cheios de bolsas e pastas levando crianças ainda sonolentas em seus uniformes escolares.

Deixou de lado o exercício de observação e se aprontou como se tivesse pressa.

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Capítulo IV – O bilhete…

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Livro I – Inverno

Capítulo IV – O bilhete

Os dias pareciam ter voado naquela semana, mas não sem terem sido percebidos por Vicente, como se o exercício de assistir as coisas lhe tivesse impregnado os olhos, desencadeando situações que lhe eram estranhas, especialmente naqueles dias ainda frios.

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Capítulo III – Outros olhares…

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Livro I – Inverno

Capítulo III – Outros olhares…

O som do despertador soou antes que tivesse aberto os olhos, para seu completo espanto. Surpreso por ter acordado daquela maneira, consultou o relógio assustado, levantando muito rápido, indo direto para o banho, sem se deter no corredor para olhar a poltrona vazia na sala. Parou apenas em frente ao espelho, observando seus olhos, ao redor dos quais pareciam haver hoje menos olheiras, como se agora demonstrasse a idade que realmente tinha, sem mais a impressão pesada dos anos que ainda não vivera.

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Capítulo II – O confronto…

edc-l1-c2-confrontoLivro I – Inverno

Capítulo II – O confronto…

Ele acordara antes do despertador, aguardando pacientemente pelo som irritante que o obrigaria a se levantar. Olhara a poltrona vazia e tomara seu banho. Com uma espiadela no espelho, confirmou que a roupa condizia com uma quinta-feira cinzenta. Transpôs espaço e tempo até o escritório, e de sua mesa de trabalho até a praça de alimentação de um shopping próximo, depois para a mesa de um café. Tudo parecia ordinariamente certo, na ordem que deveria ter todos os dias ordinários…

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Capítulo I – Outro dia ordinário de frio…

Livro I – Inverno

Capítulo I – Outro dia ordinário de frio…

vince-byme-estacoes-da-consciencia-inverto-livro1-capit1Ele abriu os olhos como se já estivesse acordado há horas, fitando o teto, pensando que aquele imenso nada branco era como o prenúncio de outro dia ordinário de frio. Conformado com esta realidade, esperou pacientemente que o despertador tocasse.

Todas as manhãs eram assim. Ele despertava do sono antes que o aparelho ruidoso o lembrasse da obrigação de se levantar. O olhar não trazia sinal algum da lembrança de quaisquer sonhos que pudesse ter tido.

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